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sábado, 6 de outubro de 2012
O PRINCÍPIO DA SEMEADURA
“E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça , enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus”. 2 Coríntios 9.6-11
Prosperidade segundo os homens é ter muitos bens e recursos, é acumular, é reter. Inversamente a isso, prosperidade segundo Deus é doação, é contribuição, é semeadura. Este é um princípio das Escrituras que muitos desconhecem, mas que faz toda a diferença na vida das pessoas. Só é possível colher aquilo que se planta. Seja bom ou ruim. Seja muito ou pouco. Quem planta amor, receberá amor. Quem planta ódio, é ódio que receberá de volta.
Portanto, se alguém quer ser próspero, deve primeiro aprender a semear. Este princípio bíblico é fundamental para uma vida financeira saudável e abundante. Além disso, outra coisa que aprendemos no texto de 2 Coríntios é que esta semeadura não deve ser feita de qualquer forma, mas com alegria. A alegria revela o estado do coração de quem semeia: se é com pesar ou por obrigação; ou se é voluntário e com amor.
Assim, todo aquele que semeia com alegria, abundância e de bom coração, certamente colherá com fartura todo o benefício que Deus tem prometido a quem obedece a Ele. Até porque só é possível colher alguma coisa depois de se fazer primeiro uma semeadura. E você sempre colhe mais do que planta. Parece óbvio, mas muitos ignoram essa verdade. Então, quem observa e pratica em sua vida o princípio da semeadura, certamente terá como resultado:
TODA GRAÇA
O apóstolo Paulo ensina no texto acima que aquele que semeia recebe toda a graça de Deus. Graça é favor imerecido de Deus. É Deus dando tudo a todos que nada merecem. E esta graça é poderosa para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós (Efésios 3.20). Deus é poderoso para acrescentar toda graça em nossa vida.
TODA SUFICIÊNCIA
Além de toda a graça, Deus concede sempre toda suficiência ao que semeia. Isto significa ter tudo o que é necessário, e em todo o tempo. A certeza de que Deus não permitirá que nenhuma coisa nos falte nos livra da cobiça, da ganância e da ansiedade. Além disso, somos poupados de uma vida estressante e repleta de preocupações, tão comum nas pessoas em nossos dias.
TODA BOA OBRA
Livre de toda preocupação humana para adquirir riquezas, o cristão pode agora dedica-se a praticar toda boa obra diante dos homens, a fim de que eles glorifiquem a Deus, que está nos céus ( Mateus 2.16). Um dos segredos para a prosperidade pessoal é também semear o bem na vida de outras pessoas. E Deus se encarrega de fazer esse bem retornar a nós com abundância.
TODA RIQUEZA
O Senhor é quem dá a semente ao que semeia, e Ele é quem garante o crescimento desta semeadura. Portanto, aquele que semeia mais, receberá mais do Senhor, a fim de que os frutos da justiça sejam multiplicados sobre a terra. O dinheiro é uma semente que quando semeada produz muitos frutos. Deus é o senhor de toda provisão, que é distribuída a quem aprendeu a semear.
TODA GENEROSIDADE
A multiplicação da nossa semeadura não acontece para termos mais frutos, mas para repartirmos mais, investindo na vida do cônjuge, dos filhos, dos pais, na igreja. Além disso, o coração dos filhos de Deus deve estar aberto aos necessitados e menos favorecidos, de maneira a contribuir para a prosperidade e bem estar deles. E assim todos renderão graças a Deus.
O que tem gerado tanta desgraça na sociedade atual é a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. Não como uma semente, mas como um fruto. Então as pessoas usam seus recursos apenas em benefício próprio. É como se alguém comesse as sementes antes de plantá-las. E um dia essas sementes acabam. Então começam os empréstimos, as dívidas, as crises financeiras, a pobreza etc. Ou, de forma inversa, muitos “estocam” as sementes, no acúmulo da falsa riqueza que um dia será condenada por Deus. Isso é o que mais vemos acontecer nos dias de hoje.
Não espere ter muito antes de começar a semear. Faça isso hoje com o que você tem nas mãos. Você quer ter uma vida próspera e abençoada? Semeie, seja um doador, semeie seus recursos, seu tempo, sua vida. Quando Paulo fala a respeito da oferta que a igreja da Macedônia enviou aos pobres da Judéia, ele os elogia pela alegria, generosidade, voluntariedade e, principalmente, por doarem-se a si mesmos, primeiro ao Senhor e depois aos seus semelhantes (2 Coríntios 8.1-5).
E como sempre, Cristo é o nosso maior e melhor exemplo de como semear. Ele mesmo se tornou uma divina semente que, vindo á terra, morreu e ressuscitou para dar muito fruto. Essa semente foi plantada no coração dos discípulos, e multiplicou-se até chegar à nossa vida hoje.
“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer produz muito fruto.” João 12.24
As pessoas usam seus recursos apenas em benefício próprio. É como se alguém comesse as sementes antes de plantá-las.
:: Pr. Aguinaldo Fernandes
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Ananias e Safira foram condenados por não dar o dízimo?
A igreja primitiva em Jerusalém se mostrou generosa. Encontrou-se, no meio da igreja, um bom número de irmãos necessitados. Para suprir as necessidades desses santos, os irmãos fizeram grandes sacrifícios e ofereceram seu próprio dinheiro. Alguns, como Barnabé, venderam propriedades e doaram o dinheiro recebido (Atos 4:36-37).
A atitude louvável de discípulos como Barnabé apresentou uma tentação para irmãos carnais, como o casal Ananias e Safira. Eles também venderam uma propriedade para fazer uma contribuição à igreja. Mas no dia em que levaram sua oferta aos apóstolos, foram condenados e caíram mortos. Hoje, alguns líderes religiosos citam esse caso para exigir o dízimo, sugerindo que Ananias e sua mulher foram castigados por não dar o dízimo. Foi esse o motivo da morte deles?
Perguntas bíblicas merecem respostas bíblicas. Devemos primeiro ler o texto (Atos 5:1-11) para entender o pecado desse casal. Estes versículos nem mencionam o dízimo! Pregadores modernos que querem obrigar as pessoas a dar o dízimo não encontram nenhum apoio neste trecho.
Se Deus não exigiu o dízimo dos cristãos primitivos, qual foi o motivo de sua ira contra Ananias e Safira? A resposta se encontra nos versículos 3 e 4 – mentiram ao Senhor! Eles venderam um terreno e afirmaram que ofertaram o valor total da venda para ajudar os irmãos pobres. Eles queriam parecer pessoas generosas, mas, ao mesmo tempo, queriam ficar com uma parte do dinheiro. Decidiram mentir, dizendo que sua oferta foi o valor integral da venda do terreno.
Deus não obrigou ninguém a vender terras ou a dar o valor total de suas propriedades. Pedro reconheceu o direito de Ananias e Safira de ficar com o seu terreno: “Conservando-o, porventura, não seria teu?” (5:4). Uma vez que decidiram vender, não foram obrigados a doar o valor total. Pedro acrescentou: “E, vendido, não estaria em teu poder?” (5:4).
Ananias e Safira queriam o “crédito” por uma doação generosa, sem o sacrifício de perder todo o valor do terreno. Mentiram aos homens, e Deus cobrou!
O Novo Testamento, a aliança que governa os homens nos dias atuais, não exige que todos doem 100% de suas posses, e nem estipula 10% (o dízimo) como oferta obrigatória. Devemos contribuir ao trabalho do reino de Deus conforme a nossa prosperidade (1 Coríntios 16:2), com alegria e sinceridade (2 Coríntios 8:8; 9:7), segundo proposto no coração (2 Coríntios 9:7), com generosidade (2 Coríntios 9:11) e com um espírito de sacrifício (2 Coríntios 8:5; Filipenses 4:18).
Seguindo esses princípios, muitos discípulos de Cristo darão até mais de 10% de sua renda, mas farão as suas ofertas com alegria e por livre vontade, não pela imposição de exigências humanas. Cristãos verdadeiros que fazem parte de igrejas dedicadas ao Senhor terão prazer em participar do trabalho de Deus.
–por Dennis Allan
quinta-feira, 28 de julho de 2011
INVESTINDO PARA A FRUTIFICAÇÃO
O discipulado tem uma saúde física, emocional, afetiva e espiritual para tornarmos nossos discípulos frutíferos e o ensinarmos a amar
"Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto" (João 15:2)
O ser humano é mutável e mudamos para melhor ou pior. Mas, nós não fomos chamados para a classe dos piores, nós fomos chamados e eleitos para classe que dá fruto permanente. Para isso, devemos cortar os excessos, que são hábitos que precisam ser corrigidos e mudados, como os de linguagem, comportamento, relacionamento, etc. Cortar excessos significa extrair as partes infrutíferas da árvore, e não cortá-la inteira, porque os que menos valem vão valer muito, e os que mais valem vão valer mais ainda, pois ninguém é descartável. Se Jesus não desistiu de nós, não podemos desistir de ninguém.
Temos que ter cuidado ao cortar os galhos, porque existem galhos frutíferos que estão sobre os que não dão frutos e, se você cortar estes sem atenção, corre o risco de também cortar galhos bons.
Para tornarmos nossos discípulos frutíferos devemos ensiná-los a amar, entendendo que o discipulado tem uma saúde física, emocional, afetiva e espiritual. O amor é um sentimento que se confunde com gostar, que é uma condição necessária, mas não suficiente para permanecer e continuar junto. Só o amor tudo suporta. O amor que Deus nos ensinou, para o mundo é cinismo, mas, para igreja é restauração. Para termos autoridade ao ministrar para quem quer que seja, precisamos dessa saúde emocional e afetiva, amando o próximo, a família, os discípulos, os doze e a igreja. Devemos buscar tudo isso em Deus.
Assim como precisamos de saúde afetiva, também precisamos de saúde espiritual, para ministrar vida espiritual para os discípulos. Para se ter um melhor fluir na própria vida, na vida dos discípulos e das células, para vermos o fruto, temos que estar sempre em oração, leitura bíblica, estudos e em guerra espiritual. Por isso, precisamos de cura em todas essas áreas, e, assim, ministrarmos com segurança.
Para que a árvore frutifique, é preciso crer que ela vai frutificar. Sempre encoraje, incentive, dê motivação, deixe o potencial e a capacidade de seus discípulos em um nível elevado, e o resultado virá nos frutos naturais. Por isso, não devemos desistir de alguém porque é problemático. E, para socorrermos os nossos discípulos, precisamos fazer um investimento de fé. Ninguém é descartável, lembre-se que Jesus fala em várias partes da Bíblia que Ele não veio chamar justos, e, sim, pecadores ao arrependimento (Mc 2:17).
Deus está nos tratando. Está escrito em Romanos 11:17-18 que "se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti". Por isso, temos que cuidar dos nossos discípulos, tratá-los e alimentá-los, para que os frutos apareçam. Deus é o grande Restaurador de seiva, como está escrito em Jó 14:7-9 "Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos. Ainda que envelheça a sua raiz na terra, e morra o seu tronco no pó, contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará ramos como uma planta nova".
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A VIDEIRA E OS RAMOS
Extraído do livro “Como ser crente em um mundo de descrentes” – John MacArthur Jr.
A videira é a fonte e sustentação da vida para os ramos, e os ramos têm de estar ligados à videira para sobreviver e dar frutos. Jesus, é claro, é a Videira, e os ramos são as pessoas. Enquanto que é óbvio que os ramos produtivos representam os verdadeiros cristãos, a identidade dos ramos infrutíferos é questionável. Alguns comentaristas dizem que os ramos estéreis são cristãos que não dão frutos espirituais. Outros acreditam que eles sejam os não-crentes. Como sempre, nós devemos olhar para o contexto para obter a melhor resposta.
1. Cristo é a Videira Verdadeira
Jesus não estava apresentando uma idéia nova ao usar a metáfora da videira e seus ramos. No Antigo Testamento, a vinha de Deus era o povo de Israel (Isaías 5). Ele os usou para realizar o seu propósito no mundo e abençoou aqueles ligados a Ele.
Deus tinha feito tudo para criar um ambiente produtivo, ainda assim Israel permaneceu estéril. Então ele removeu os seus muros e a deixou desprotegida. Nações estrangeiras calcaram aos pés a nação e a deixaram devastada. Israel não era mais a vinha de Deus; ela havia perdido seu privilégio.
Agora foi revelada a nova Videira. Os frutos e as bênçãos vêm através de uma conexão espiritual com Jesus Cristo, a verdadeira videira. Nas Escrituras, a palavra verdade é usada muitas vezes para descrever o que é eterno, celestial e divino. Israel era imperfeito, mas Jesus é perfeito; Israel era o tipo, Jesus é a realidade.
2. O Pai é o Agricultor
Os discípulos conheciam o papel do vinhateiro. Depois que uma vinha é plantada, o vinhateiro tem dois trabalhos. Primeiro, ele corta os ramos sem frutos que tiram a seiva dos ramos produtivos. Se a seiva for desperdiçada a planta irá produzir menos frutos. Então, constantemente ele apara os brotos dos ramos frutíferos para que toda a seiva seja concentrada na produção de frutos. Jesus aplica essas atividades ao reino espiritual: “Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo 15.2).
O Pai poda os ramos produtivos para que eles possam dar mais frutos. Nós sabemos que esses galhos representam os cristãos, porque somente cristãos podem dar frutos. A poda não é feita apenas uma vez - é um processo constante. Depois de uma poda contínua, um ramo produz muito fruto. “Nisso é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos” (Jo 15.8).
3. O Pai Remove os Ramos Infrutíferos
Tanto os ramos produtivos como os improdutivos crescem rapidamente e o vinhateiro deve podar cuidadosamente tanto um como outro. Se deseja uma grande quantidade de frutos ele deve remover os ramos infrutíferos bem como os brotos que crescem nos ramos produtivos.
Aqueles que são removidos apenas parecem estar ligados a Cristo. Eles não residem verdadeiramente na videira. Como Judas, eles nunca foram realmente salvos. A certa altura, o Pai os remove para preservar a vida e frutificação dos outros ramos.
Produzir frutos é a essência da vida cristã. Efésios 2.10 diz: “... somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. O fruto da salvação são as boas obras. Tiago 2.17 explica a estrita relação entre fé e obras: “ ... a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. Se a fé salvadora é legítima, ela produz frutos. Isso não quer dizer que as obras salvem alguém, mas as obras são evidência de que a fé que a produziu é verdadeira.
4. O Pai poda os Ramos Produtivos
Jesus disse aos seus discípulos: “ ... todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo 15.2). O Vinhateiro poda todos os ramos produtivos, assim eles irão produzir muito fruto.
O Pai remove os pecados e as coisas supérfluas que limitam a nossa maior frutificação. Uma das melhores maneiras de nos limpar é permitir que sofrimentos e problemas entrem na nossa vida. Isso às vezes dói e ficamos pensando se ele sabe o que está fazendo. Pode parecer que você é o único ramo que está sendo podado enquanto outros ramos têm mais necessidade. Mas o Vinhateiro sabe o que está fazendo.
Durante qualquer época de poda, nós podemos ter certeza de que Deus se preocupa conosco e nos quer produzindo muitos frutos. Ele quer nos livrar dos brotos que drenam nossa vida e energia. Ele continua com seus cuidados ao longo da nossa vida para nos manter espiritualmente sadios e produtivos.
A poda pode ser dolorosa, mas o resultado - a santidade - bem vale o processo: “... eles [nossos pais terrenos] nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10).
Conclusão:
Não há dúvida de que o processo de poda nos ajuda a dar mais frutos. Se não houver fruto na sua vida - se não houver uma genuína conexão com Jesus Cristo - você está correndo o perigo de ser cortado e lançado no fogo do inferno. Se existem frutos em sua vida, você pode se alegrar quando Deus usa o podão da aflição para fazê-lo mais eficaz e você pode se alegrar de que a meta final do Vinhateiro é que você produza muito fruto.
Você está ciente do propósito do Pai em podar você? Você sabe o que está acontecendo em sua vida quando você tem problemas? O propósito de Deus na poda é para que você dê mais fruto. Você é um ramo frutífero - um verdadeiro crente? Ou você está apenas superficialmente pendurado em Cristo? Se assim for, você está em grande perigo de inferno porque algum dia o Pai vai removê-lo. Espero que você saiba que a sua única fonte de vida é a videira verdadeira, que é Jesus Cristo.
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