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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Por uma questão de obediência

Disse Jesus: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28.19-20).


Você sabia que as palavras de ordem de Jesus, citadas acima, foram dadas aos Seus discípulos após sua ressurreição? Isso é, devido à grande importância dessas palavras, Ele mesmo retornou a terra para deixar esta mensagem aos Seus seguidores! Em nossa comunidade de fé, todos já aprendemos que recebemos de nosso Mestre Jesus uma missão global a realizar. Seja de forma pessoal e por meio de cada igreja cristã local, precisamos cumprir esse chamado. Todos fomos chamados para essa missão, independentemente da idade, profissão, sexo e grau de escolaridade. Questiono: Por que será que, ainda assim, existem pastores, irmãos e líderes, cristãos que mantém em seus ministérios uma visão apenas local, limitada e religiosa? Muitos estão voltados apenas para as demandas eclesiásticas, pessoais e familiares. A igreja, entretanto, não é um clube cristão!
Jesus foi claro e contundente em Suas palavras quando declarou que o campo está branco para a colheita, e ainda, que a seara é grande e poucos são os dispostos à tarefa da colheita (Lucas 10.1-2). É necessário frisar que Ele não nos deixou um conselho ou uma sugestão, mas nos deu uma ordem; comissionou-nos para uma missão global de risco que se inicia de forma pessoal, depois se estende ao local, chegando ao plano nacional e ao global. Como bons servos, o que devemos dar como resposta é apenas o cumprimento dessas palavras, ou seja, a obediência irrestrita e incondicional a essa ordem. Do contrário, estaremos nos omitindo ou desprezando Sua Palavra, o que significa que estaremos em pecado de desobediência e rebelião, de forma consciente ou não. Nessa comunidade, decidimos pela obediência à Grande Comissão.
Sem fazer julgamentos inconsequentes, mas profeticamente apontando a realidade, hoje observamos muitas igrejas evangélicas que se posicionaram em extremos. Algumas, de um lado, infelizmente se julgam melhores ou superiores do que outras, e em vez de irem ao mundo pescar e correr os riscos da pesca em mar aberto, limitam-se apenas a receberem “peixes” amargurados em seus aquários. Isso não se refere à colheita que Jesus nos ensinou, pelo contrário, está mais para clube social cristão. Outras igrejas, em outro extremo, têm em sua pregação unicamente a cura física e a prosperidade financeira; fatos que acontecem; porém, que não são o centro do evangelho e da missão da igreja.
Precisamos estar atentos e nos cuidar, pois atualmente igrejas podem se transformar em “supermercados da fé”. Não podemos ignorar ou desprezar a Grande Comissão dada pelo nosso Senhor Jesus em detrimento de nossos gostos, preferências ou de uma agenda lotada. Recuso-me a ser um pastor e líder de uma igreja voltada para si, pois vamos prestar contas da nossa mordomia. Tenho fé de que vou prestar contas diante de Deus de um grande rebanho composto por grandes servos de Deus, gente da Palavra, da oração e da prática.
Gente corajosa, amorosa, abnegada na sua missão de forma pessoal, local e global, um povo destemido, de fé e amor, uma igreja que se importou com a dor e as mazelas das pessoas. Um povo que acredita no mover sobrenatural da fé, que tem o real poder de Deus sobre suas vidas, para serem agentes de milagres e transformação de vidas. Uma igreja saudável dirigida pelos eternos propósitos de Deus, missionária, que permanece em Cristo, que vive e celebra sua recuperação dia após dia, na dependência do Espírito Santo.
Uma igreja peregrina, contextualizada, que vive em obediência à Palavra do Senhor. Já passamos do tempo de ter apenas ovelhas tradicionalistas acomodadas aos seus costumes. Por outro lado, que também o Senhor nos livre de sermos um rebanho consumista das bênçãos de Deus, que deseja apenas receber, que vão à igreja apenas para saber da última notícia de poder, e que se esquece de que a vida cristã está mais relacionada ao dar do que com ao receber: “Há maior felicidade em dar do que em receber” (Atos 20.35).
Vamos prosseguir em ser uma igreja com uma visão local e global, cumprindo o Grande Mandamento e a Grande Comissão em todos os lugares.
::Carlito Paes.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

OBEDIÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA


Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.” (1 Sm 15.22)


Normalmente, somos conscientes das coisas que devemos fazer. Em resumo, sabemos que a nossa grande responsabilidade é amar. Amar a Deus sobre todas as coisas com todo o nosso entendimento, com todas as nossas forças e de todo o nosso coração e, abaixo de Deus, amarmos a nós mesmos e ao próximo (ambos com razão, emoção e ação). Todos os nossos problemas e pecados estão em não amarmos como deveríamos. Todo pecado é contra Deus e a sua santidade. Por isso, devemos observar a Bíblia e procurar acertar mais e errar menos. Ao analisarmos o capítulo 15 de 1 Sm temos uma triste notícia de desobediência. Saul “... fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes,...” (1 Sm 15.3). Deus estava exercendo Juízo contra Amaleque e Saul era o instrumento designado por Deus para isso. Mas Saul desobecedeu!

Por que Desobedecemos?

1 – Porque queremos fazer média com as pessoas v. 24
“...Porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz”. Saul perdeu completamente a noção. Deu ouvidos à voz do povo. Ficou com medo do povo, quis ficar bem com o povo. A voz do povo não é a voz de Deus e muita gente se perde por causa da multidão. Nem tudo que é permitido pela lei ou consenso entre as pessoas refletem a vontade de Deus. Cuidado!
2 – Porque perdemos a noção das conseqüências v. 25-29
Saul achava que o seu pecado era coisa simples mas essa desobediência gerou conseqüências complicadas. A palavra de Deus foi rejeitada, o reino foi perdido, Samuel teve que assumir responsabilidades que não eram dele. Saul estava tão perto de Deus que pensava poder resolver a questão de maneira fácil. Mas não foi assim. Às vezes estamos tão próximos do sagrado que achamos que temos mais “direitos de pecar” do que os outros.
3 – Porque achamos que temos boas justificativas v. 19-21.
Saul achava que tinha boas justificativas: “Pelo contrário, dei ouvidos à voz do Senhor e segui o caminho pelo qual o Senhor me enviou... mas o povo...” Saul não assumiu o seu pecado, e terceirizou a responsabilidade sobre os despojos jogando a culpa no povo. Saul achava que tinha razão. Ficou cego diante da vitória! Quantos não se perdem no exercício do poder. Pensam que podem justificar certas atitudes contrárias ao que Deus determina.
Na Bíblia temos orientações sobre como nos portarmos em todas as áreas da nossa vida. A Bíblia, por assim dizer, é o manual do construtor. Casamento e divórcio, criação de filhos, prioridades da vida, responsabilidades na Igreja, empregado e patrão, futuro, como ser feliz, sabedoria, o que fazer quando a tristeza chegar, etc. São temas  presentes na Bíblia. Saul tinha conhecimento da vontade de Deus para o seu governo. Desobedeceu de maneira consciente! Muitos agem assim. São conhecedores da Palavra mas insistem em erros, misturando longanimidade com conivência. Deus não concorda com os nossos pecados ainda que muitas vezes nos dê tempo para arrependimento e mudança. Esse tempo passa! Fique esperto!
“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

TODO 2º DOMINGO DO MÊS

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